quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Death Note

Olá!

Eu sei que quem conhece um pouco do assunto já não deve mais agüentar ouvir falar em Death Note, mas como eu não tô nem aí pros otakus de plantão, vou falar dessa magnífica obra, de Tsugumi Ohba e desenhos de Takeshi Obata, que me abriu as portas pra eu entrar de cabeça nesse mundo dos mangás.

"O humano que tiver seu nome escrito nesse caderno morrerá."

Bem, o post de hoje começará com um breve FRASHUBACKU! como diriam nossos amigos japoneses... =P Bora lá, então!

Eu lembro bem, era novembro de 2008, tinha ido no cinema olhar SAW V com alguns amigos e amigas, todos tinham ido embora e o meu pai iria se atrasar pra me buscar. Resolvi ir na Tabacaria do shopping e comprar algo pra me entreter.
Chegando lá como de costume vou pelo lado direito passando os olhos em todas as revistas de todos os gêneros existentes do planeta: aquelas de decoração, de costura, de carros, de esporte, de música, de mulher pelada... Depois vieram as histórias em quadrinhos, me atentei a olhar bem cada uma, queria ter pego Civil War desde o início mas não deu, começar essas sagas do meio não dá certo. :// 
 
Enfim, chegou o setor de mangás! Eu já sabia mais ou menos por cima o que era, um ex-colega de ensino fundamental tinha alguns do Dragon Ball, e lembro de ter achado bem legal, mas na época sem dinheiro próprio (nunca ganhei mesada x_x) e sem coragem de pedir coisas pros meus pais (nunca fui de pedir coisas), acabei não dando continuidade a vontade de colecionar.
Então fui correndo os olhos sobre aquelas revistinhas com títulos estranhos e desconhecidos quando de repente parei! Dou de cara com uma capa roxa com “um colegial segurando uma foice contra um monstrinho preto que vinha atrás dele”. Pego o mangá na mão, vejo que está na edição de lançamento (volume #1), leio a sinopse e penso:
Hmm, gostei... 
“Vou levar esse aqui, ó!” – digo para atendente.

"Death Note Vol. #1 - Tédio"
Eu tive muita sorte em escolher Death Note como meu primeiro mangá, com certeza ele é uma das melhores séries de mangá e anime já criadas.
Death Note é um verdadeiro triller policial, uma batalha de inteligência e um intrincado jogo de ética que compõe uma história inovadora que foi capaz de atrair e agradar um público que não pertence à cultura otaku (meu caso na época).  A explicação para tal sucesso é simples: Embora Death Note conte com um enredo de ficção, seu tema tem foco direto em questões éticas e políticas que são absurdamente reais. 
 
A história começa quando Light Yagami (Yagami Raito no original japonês), um estudante com capacidade intelectual avançada, encontra um caderno preto, aparentemente comum, no chão do pátio do seu colégio. Após ler as regras [farei um post apenas com as regras do death note em breve] iniciais contidas no tal Death Note, Light resolve testá-lo, mesmo crendo que aquele caderno não passasse de uma brincadeira, no entanto, logo descobre que o poder do caderno é real e o nome da pessoa que é escrita (contanto que o escritor conheça a face da futura vítima) nele morrerá dentro de 40 segundos.

Billy: - PUXA-VIDA, HEIN? CABULOSO! O_O
Leo: - Aham!
 
Então Light adota um codinome a la super-vilão: “Kira” (Killer em japonês) e começa a querer fazer justiça com as próprias mãos, digo, com o próprio caderno e começa a matar todos os criminosos do Japão, tendo como ideal um mundo de paz, onde só vivem pessoas de bem. E é aí que entra a principal questão da história: “Light está sendo um justiceiro ou um assassino?”
Light conta também com a ajuda de um parceiro, o real proprietário do caderno, o Shinigami (deus da morte da mitologia japonesa) chamado “Ryuuku”. Um ameaçador, porém brincalhão monstrinho que revela ter deixado cair o Death Note intencionalmente na Terra para que um humano o pegasse e ele pudesse observar esta pessoa com o intuito de acabar com seu tédio.
Light Yagami e Ryuuku
E assim a história vai se desenrolando com vários personagens se envolvendo com Light e não sabendo quem ele realmente é. O personagem que mais gosto disparado é o cara que foi contratado pelo próprio pai do Light (É, esqueci de comentar isso, o pai dele é o diretor-adjunto da polícia japonesa. Loucura, né? Ao melhor estilo dormindo com o inimigo =P) a fim de desmascarar Kira, o maior detetive do mundo: "L". Ousado, inteligente, possuidor de um blefe sem igual, parece sempre estar um passo à frente do inimigo, compulsivo por doces, pé descalço, não pensa duas vezes em utilizar, hmm digamos, ‘artimanhas anti-éticas’ pra conseguir alguma pista. E o bacana disso tudo é que o Light pensa em tudo e tem sempre uma resposta rápida e à altura pra rebater o L. Tipo, Nadal x Federer, saca? ^^

L

 
Tá! Eu poderia contar a história toda. Parei. =XX
Só posso dizer que acontece várias reviravoltas e tal ao decorrer do mangá. ^^
Death Note não é daqueles mangás que possuem seqüências intermináveis de luta, ele é recheado com muito texto e te faz pensar bastante, confesso que aprendi muito lendo o mangá e até moldei algumas coisas no meu modo de agir. Pensar e repesensar as coisas antes de fazer é uma delas, adotar possíveis cenários futuros, buscar soluções a eventuais problemas, enfim!

Embora a obra seja voltada para o público jovem, acredito que seu conteúdo seja para uma faixa-etária um pouco mais velha, é recomendado para aqueles que apreciam uma boa história e mesmo que tu não conheça ou nunca se interessou por ler mangás ou até assistir animes, acho dificil não se interessar por essa obra, ela nos faz pensar e coloca em questionamento coisas como: a vida e a morte; até que ponto você chegaria pra fazer feliz alguém que você ama?; Vale a pena sacrificar conhecidos para ter um mundo utopicamente em paz? E etc.

Na história embora diga que o Death Note corrompa o humano que o tem em mãos, devido ao imenso poder que proporciona, podemos perceber que isso acontece pelo desejo daquele que o possui, a prova disso é que o ideal  inicial de Light se mantém inalterado do primeiro ao último momento.


Informações técnicas:
Nome: Death Note (Tsugumi Ohba x Takeshi Obata)
Volumes: 12
Volume especial: nº 13 - How to Read
Preço de capa: R$ 10,90
Personagens principais: Light Yagami (Kira) e L.
Outros Personagens legais: M (Mello), N (Near), Soichiro Yagami (pai de Light), Misa Amane (namoradinha de Light).
Shinigamis principais: Ryuuku e Remu.
Editora no Brasil: JBC.
Anime: Sim, 37 episódios (pode ser encontrado em qualquer lugar na internet pra download, posso emprestar se quiser =P)
Filmes: 
Death Note (2006) – duração 127 min. Suspense. Idioma: Japônes.
Death Note: The Last Name (2006) – duração 141 min. Suspense. Idioma: Japônes.
Página da JBC sobre Death Note: http://mangasjbc.uol.com.br/titulos/death-note/

Se ficou interessado em comprar a coleção existe pra vender um box com a edição completa com os 13 volumes, eu nunca a vi pessoalmente, apenas em fotos, mas parece ter um acabamento bem bacana e vale a pena comprar pelo preço.
Box Completo #1 - #13

Vou nessa! Até a próxima! o/
--

LM

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Tempo e o Livro

Olá! o/

Queria um relógio assim...

Eu não passo um dia se quer sem me queixar da falta de tempo pra ler:

"aaah! Como eu queria ter tempo pra ler!"
"aaah! Tô aqui trabalhando agora e poderia muito bem estar lendo! Com certeza seria um tempo bem melhor empregado!"
"
ôôô! abaixa o volume dessa tevê, ô surdo! não vê que eu tô lendo! porra! logo agora que consegui um tempo pra ler!"

Enfim!
Eu sou um reclamão nato! Confesso e reconheço que tenho para algumas (muitas pra ser sincero) coisas certa idade mental avançada, tipo 60 e poucos anos. É... tipo um véio ranzinza de 60 e poucos anos com dor nas costas.
Mas na boa, convenhamos, povo... o tempo é algo crucial para quem quer tornar sua leitura mais assídua. E se queixar da falta de tempo é apenas botar a culpa em outra coisa, porque na real a culpa é nossa, é de quem quer ler.
É a nossa falta de organização ou pura preguiça ou até psicologicamente falando é o que Freud ou qualquer outro desses malucos (ninguém realmente se importa com eles ¬-¬),   chamam de fuga da mente humana.
E eu nesses meus vinte aninhos de vida já compreendi que pra 99% da população universal, reconhecer os próprios erros é beeem complicado e... Ah! que alegria aqui. Toca o telefone...

Bem, como eu ia dizendo... TÁ! Esqueci o que ia escrever, perdi o fio da meada...

E aaah de quem ficar reclamando do tempo, hein!!! Não entendeu ainda? Vou explicar melhor... burrinho...
Não é que tu não tenha tempo pra fazer as coisas que você gosta (no caso de hoje é ler. Sabia, espertinho?), muito pelo contrário! Tu tem tempo suficiente
pra ler muitos livros, sim, senhor!! Todos os livros do mundo se quiser até! Acontece que você cria a sua corrida contra o relógio, onde criamos a idéia de que perdemos tempo durante o dia-a-dia.
E aí eu nem preciso desenhar, né? O furo é bem mais embaixo... Até por se tratar da mente humana e dos nossos hábitos, e mudar hábitos é sempre foda. Beeem foda.

Mas beleza, depois de um longo e exaustivo dia de trabalho, encarar uma BR-116 na hora do rush, ir pra faculdade, retornar às 22h30 pra casa, nós temos algum direito. Sim, nós temos o direito a um "consolo":
Deitar com os pés no sofá, olhar o jogo que tá passando na tevê (que deve ser o do Corinthians como sempre), comer um sanduíche, tomar uma gelada e tal, tal, tal.


E é assim que vamos empurrando com a barriga nossas outras obrigações. Não que ler seja uma obrigação, ao menos que tu esteja lendo um livro pro colégio sem chance de escolha. Daí é obrigatório mesmo.
Por sinal, é um grande erro dos professores, obrigar aluno a ler livro que não quer, pff! isso não existe, na boa, é só pra descontar porque no passado eles eram obrigados a ler sei lá!... O Guarani, O Ateneu, O Seminarista, O Hobbit... tá esse último não. :x

Ai, ai... tá, traduzindo: ler é como lavar a louça. É algo necessário e nem tão ruim assim. Mas você sempre vai deixando de lado, porque acha que
pode ocupar melhor o tempo, dormindo, por exemplo. 

See you!
;*

--
LM

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

The Antlers - Hospice

Confesso que tenho um pouco de receio em publicar links de álbuns pra baixar, mas azar. Todo mundo faz, por que eu não? ^^

The Antlers, banda americana formada em 2006, só em 2009 lançaram seu primeiro cd oficial intitulado Hospice.
O que mais posso falar? Obra-prima. Fico arrepiado escutando. Triste, porém lindo. Muito lindo. Hospice conta a história de uma relação emocional abusiva, explicada através da analogia entre um enfermeiro e uma paciente terminal. O líder, compositor, vocalista e guitarrista da banda, Peter Silberman, não conta mais detalhes sobre o significado do álbum, parece ser meio auto-biográfico o esquema... o__o


Denso, delicado, calmo, por vezes turbulento e por fim profundo, ele é atmosférico, progressivo e às vezes ao atingir o auge desmancha no ar, dando a impressão que o som se foi pela janela aberta  da sala ou quando  nos acordam no momento ápice de um sonho. É um álbum um pouquinho difícil de digerir na primeira ouvida, é verdade, mas dá um tempo (uns 5 minutinhos ^_^) e escuta de novo pra ti ver...
É um album simples, e de tão simples torna-se complicado. x_x Recomendo ouvir inteiro de uma só vez. O vocal é de uma linda melancolia que pode se comparar a uma canção de ninar, as letras começam na segunda faixa e desenvolvem-se até o fim do álbum, adoro álbuns conceituais!!! Os instrumentos são tocados com calma, mas tornam as músicas densas e ótimas pra serem ouvidas sozinho trancado no quarto lendo um livro.

Esses são os bonitos da banda, não sei o
nome dos outros mas o do meio é o Silbermann. ^^'

Tracklist:
  1. Prologue
  2. Kettering
  3. Sylvia
  4. Atrophy
  5. Bear
  6. Thirteen
  7. Two
  8. Shiva
  9. Wake
  10. Epilogue
[Link Download]
Formato: .mp3
Qualidade: 128 kbps

Acho que é isso...

Au revoir!
=*

--
LM

domingo, 19 de dezembro de 2010

Morte para Sonho:

Sonho e Morte.


"Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando… Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado… Então, eu colocarei as cadeiras sobre as mesas, apagarei as luzes, e fecharei as portas do universo, enquanto o deixo para trás…”

                                                                                       Morte, dos Perpétuos.


---
LM.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

blá blá blá whiskas sachê

Curiosidade do dia:
Você sabia que 9 entre cada 10
(gambás) gatos preferem whiskas?

***

- Hoje é dia do que, criançada?!?!

- Num shei...

- Como num shabe? o_o

Bem, hoje eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim (clichê mode: on), a ruim é que hoje tem post, e a boa é que o post de hoje é uma merda viva! Lixo tóxico da melhor qualidade só pra vocêêês!!!  ^_^

****

O pão light de iogurte com cenoura e mel possui zero% gordura trans, não tem adição de açúcar e ainda por cima é rico em fibras!! 
É o único pão que tenho comido que não me deixa com sentimento de culpa. Obrigado, efeito placebo. (Y)

*****

Certo. Eu tenho minhas limitações, claro que as tenho, todos as tem, eu sou um ser humano.
Mas isso não me impede de tentar ser o cara mais legal do mundo! \o/

******

Atitude de um Gentleman? Talvez.

Você é um gentleman, claro que é, todo mundo sabe disso.
Você está bêbado, claro que está, nem todo mundo sabe disso.
Desce do ônibus, franze as sobrancelhas e apresenta-se novamente para uma outra parada para esperar um outro ônibus.
Viajar de ônibus cansa. Senta-se. Ao seu lado uma garota aguarda o dela. Ela está com cara de quem trabalhou em pleno Sábado-Feira. Está nitidamente cansada. São 8h da noite.
E você bêbado, bonito, muito bonito, bem arrumado, porém bêbado.
Ela maquiada, roupas pretas, salto alto e bolsa pequena atravessa à tiracolo, talvez ela trabalhe num shopping, tem cara de atendente de joalheria chique. É difícil saber. Ainda mais se estando bêbado. *Mistério*

Blusa sem mangas, os braços à mostra, você vê seus pêlos arrepiados. Toca-a no ombro, tira a jaqueta e lhe oferece. Ela fica surpresa, grata, sorri e diz:

- Não, obrigada – sorrindo, ela sorri.

- Pode pegar, tô com calor.

- Não, obrigada, não precisa. 

- Por favor, aceite, está frio.

- Não precisa se incomodar. Sério mesmo.

Ela sorri, você sorri. Ela volta a olhar pra frente, você também.

Ela se vira novamente e diz:

- Você é muito gentil, viu! Obrigada!

Você é gentil, você é um gentleman. Todo mundo sabe disso. Inclusive ela. Inclusive você.

Você faria isso se estivesse sóbrio? Não sei.

Faria se ela fosse um travesti? Não, acho que não faria.

Isso é errado? Talvez.

Talvez?

Talvez.

A bebida encoraja? Sim, com certeza, sim.
---

LM.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Billy

Gostaria de informá-los, meu caros leitores, que a partir de hoje contarei com a ilustre presença e ajuda de um 'amigo' em alguns posts, um velho amigo pra ser bem sincero.

Vejamos por onde começar... hmm...
"A Mansão Foster para Amigos Imaginários"
Bloo está para Mac, assim como Billy está para Leo. =)

Quando era criança criei esse 'amigo' na minha mente, eu sempre fui uma pessoa retraída com amizades, nunca tive muitos amigos e nunca deu muito certo brincar com meu irmão mais novo, sempre terminávamos brigando. =/
O Billy só existe dentro da minha cabeça e eu nunca externei sobre ele pra ninguém, acho que nem em voz alta eu me referia a ele (vai que me chamem de louco x__x). Então! Eu vivia fazendo disputas contra ele e tal, e logicamente, eu sempre ganhava. \o/

Exemplos práticos da minha infância com o Billy:
- Quando brincava com bonecos-miniatura (nome bonito para o popular 'homenzinho') eu era o Batman, o Billy, o Coringa;
- Na praia, quando ia tomar banho no Oceano Atlântico eu ficava o tempo inteiro lutando/atacando as ondas (que criança nunca fez isso, né?), pois é, eu atacava o Billy, que sempre tentava me empurrar para que eu me afogasse;
- Quem quebrou a lâmpada fluorescente da garagem com a bola? O Billy!
- No Top Gear, quando o carro rodava, quem tinha pechado em mim? O Billy! 
- Quando eu ficava em penúltimo no Top Gear, quem era o último colocado? O Billy!

Enfim, o Billy é meu bode expiatório há muitos anos, talvez tenha sido uma ferramente que criei pra inflar meu ego (pelo menos de alguém eu ganhava xP) e um ser extra (além do meu irmão) para receber as culpas das traquinagens que aprontava. 

O Billy é retardado! É loser! É engraçado! É membro do lado negro da força! É um selvagem! É um pervertido sexual!! É um sociopata!!! É UM FILHO DA PUTA!!!!! -- O Billy é como eu.
Só que não tem vergonha disso, externando seu jeito de ser com extrema naturalidade.

A questão é que por mais estranho que isso tudo possa parecer, o Billy ainda existe e eu lembro dele quase que diariamente nas coisas mais banais/retardadas ou não que divagam em minha mente.

- É bom te ter por aqui, Billy. ^^

- Ae! Obrigado pela parte que me toca, Leozinho! =** UUUUUIIIII!!!!

---
Até outra hora! o/

LM.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Nemesis

Boi zé, minha gente...

Atualmente as editoras comemoram se uma edição vende mais do que míseros 100 mil exemplares, a maior fonte financeira dos quadrinhos atualmente vem do licenciamento de seus personagens para os mais diversos produtos, com destaque para bonecos-miniatura,  e claro,  os longa-mentragens. Os cinemas estão abarrotados de filmes inspirados em quadrinhos, flertando com gêneros que vão de super-heróis a velho-oeste, não que eu não goste, mas que tá faltando originalidade na cabeça dos autores, diretores, redatores e afins, tá!

Nesta nova corrida pelo ouro, o escritor escocês Mark Millar vem se destacando em levar seus personagens do papel para as telonas. Falastrão e chegado em uma boa polêmica, Markinho, no entanto, é muito bom naquilo a que se propõe: quadrinhos inquietantes, violentos, divertidos e, algumas vezes, até mesmo mais profundos. São dele “Superman: Entre a Foice e o Martelo” e as versões ultimate dos X-men e Vingadores (nunca li nenhum desses títulos, não gosto muito dessas HQs de super-heróis, não tenho saco pra ler! Ainda mais do Superman, o pior herói já criado da história, na minha opinião. =/)

Well, vamos falar dos que eu conheço...
Alguns de seus melhores projetos autorais, como Wanted e Kick -Ass (tenho o encadernado! *-*) já foram adaptados para a sétima arte, e Chosen (que trata de um garoto suburbano americano que pode ser o novo Jesus) está em negociações. O próximo na fila é Nemesis, que acaba de ganhar um diretor.



Nemesis, definido pelo próprio Millar como “o que aconteceria se o Batman fosse o Coringa” (alusão que foi proibida, depois, por motivos jurídicos), Nemesis traz um genial e sanguinolento supervilão, dotado de recursos financeiros quase ilimitados e dedicado exclusivamente a espalhar o caos e desafiar os maiores policiais do mundo em jogos mortais. Tudo, porém, é uma preparação para que o bandido enfrente o policial de Washington que prendeu seus pais, ambos criminosos que foram parar na cadeira elétrica.
Pra tu ter uma idéia, na capa do Volume #1 de Nemesis nos EUA, a citação em letras garrafais: "Makes Kick-Ass look like s#it!" hahaha! E tipo, Kick-Ass já é muito sangue nos olhos, ainda mais porque quem faz o sangue jorrar é uma menininha de 10 anos dotada com espadas e armas de alto calibre. o_o

Voltando ao Nemesis, até agora li os dois volumes que saíram nos EUA e o que pude comprovar até o momento é que o Markinho Millar fez a história já pensando num futuro filme (que cara mais sem noção! Isso não se faz! Tá na cara que ele tá de olho na grana da bilheteria! ¬__¬')
Uma curiosidade: o próprio Millar disse que a premissa básica do personagem era essa: e se misturassem o poder aquisitivo e obstinação do Batman com a criatividade doentia e a maldade do Coringa? Mas o verdadeiro OMFG de tudo isso é: ele está escrevendo essa história pra MARVEL. hahahaha!. (Se você não entendeu: Batman e Coringa são do Universo DC, concorrente direto da Marvel). Mas ele é malandro e faz muitas manobras pra ninguém ter coragem de processá-lo: está leiloando o nome real dos personagens secretos da história e toda renda arrecadada será doada ao Haiti. Espertééénho! 



Resumindo: Nemesis ainda pode dar certo, apesar da estréia ser um pouco menos do que eu esperava, pela 'forçação' de barra dos primeiros volumes, como seqüestrar um avião com um presidenciável americano dentro! x__x'.  Mas tenho que dizer que as artes estão ótimas, com cores lindas e muito bem definidas. Gosto muito do rosto escondido do Nemesis, ele deve ser bem galã. ^_^'

See you! o/

LM.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Scott Pilgrim vs. The World

Capa do filme
Vindo dos quadrinhos, essa magnífica obra de Bryan Lee O'Malley é composta por 6 volumes em formatinho brochura, virou filme esse ano, apesar de todo o hype envolvido, “Scott Pilgrim vs .The World” foi muito mal nos cinemas. Aliás, “muito mal” é um eufemismo. O filme realmente afundou nas bilheterias, e pareciam estar sepultadas as chances de uma distribuição internacional mais arriscada (leia-se, em países onde os nichos que o filme atinge não sejam tão fortes) por parte da Universal.

Aqui em terras tupiniquins, após uma movimentação dos fãs no twitter e de um “censo” realizado pela distribuidora, para identificar as cidades com maior número potencial de espectadores, a boa notícia: A adaptação da HQ canadense chegará aos cinemas brasileiros. Mas deve ficar apenas pelo Eixo Rio-São Paulo, a grande merda (com perdão do meu francês =P) é que aqui no Brasil ainda não não foram lançados todos os volumes da HQ, pra tu ter idéia, a versão original de Scott Pilgrim tem 6 volumes, no Brasil a Cia das Letras  condensou a cada dois volumes um, logo aqui serão 3 edições, mais de 350 páginas  por edição (acho ruim de ler =//) e por R$ 35,00 cada uma e o que recebemos até agora está super pouco difundido e divulgado, o Volume #2 (contendo os volumes 3 e 4) no Brasil chegou mês passado. A Editora  Companhia das Letras rateou feio, infelizmente...

Well, o que um filme precisa pra ser considerado Cult?
Nos dias de hoje não muito, Scott Pilgrim está tomando o rótulo de cult porque foi fracasso de bilheteria e por falar sobre relacionamento + video games e ter uma trilha sonora bacana (vai entender, né?)
O que os críticos de cinema (José Wilker, Oi! o/)  estão chamando de filme cult eu chamo de filme para nerd tetudo, as poucas pessoas que  conheço que sabem o que é Scott Pilgrim são nerds tetudos, então... ^_^'

Tá, sem mais delongas, segue uma sinopse extraída do wikipédia por pura preguiça de fazer algo que já tem pronto, lê aí ó:
"Scott Pilgrim é um canadense de aproximadamente 24 anos, preguiçoso, anti-herói, roqueiro de garagem, que vive em Toronto, Canadá tocando baixo na banda de "Sex Bob-OMB". Ele se apaixona pela entregadora de encomendas Ramona Flowers, mas deve derrotar os sete "ex-namorados do mal" da garota, para poder ficar com ela."

Scott Pilgrim Collection
 Aliás, no site do filme tem um lugar pra se criar um avatar à la Scott Pilgrim, faz e cola nos comentários pra darmos uma olhadinha. ^_^ Vou postar o meu lá. hahaha!
Avatar Creator Scott Pilgrim

Isso aê, bom final de semana e feriado!
Beijunda! o/

LM.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

um dardo, um fardo, um leopardo



um dardo, um fardo, um leopardo
                                                       por Leonardo Mello

Um bastardo gato pardo
Percorria felizardo pela savana sem resguardo.
Do nada surge um dardo, atirado pelo velho Ricardo, o bardo.
O petardo acertou-o em cheio! Maldito javardo!
Não conseguindo segurar o fardo, o jovem leopardo, vai jazendo tardo
Pelo pior ele fica no aguardo.

--

Bom final de semana! o/


LM.